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A "draisiana" criada há 200 anos |
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ada vez mais difundida nos hábitos urbanos nas grandes
metrópoles, a bicicleta está completando 200 anos de existência e sofisticação!
De simples brinquedo evoluiu para um dos veículos mais utilizados no mundo –
somente na China são mais de 500 milhões de bicicletas –, inclusive proporcionando
rupturas nos costumes e nas tendências políticas como a emancipação da mulher. Notícias
esparsas indicam que a bicicleta teria sido idealizada por Leonardo da Vinci esboçada
em seu Codex Atlanticus, mas
historiadores contestam a versão, afirmando ser falsa1. O tema é controverso. Entretanto, a bicicleta
deixa os esboços em papel para dar seus primeiros sinais de existência numa
época em que as fontes de energia estavam sendo questionadas e estudadas cuja
máquina a vapor começava a despontar no horizonte tecnológico da Revolução
Industrial no Século XVIII. Nasceram quase que simultaneamente enquanto
mentalidade e funcionalidade! Ou seja, vivia-se uma época de grande expansão
econômica e, consequentemente, da indústria que cria novas necessidades
materiais, o que redunda numa fé inabalável na realização da ciência e na
liberdade individual. A máquina viria
para libertar o trabalho do Homem, conceder-lhe mais tempo para o livre pensar
e o lazer, enfim melhorar as condições de vida. O progresso seria um
moto-contínuo perpétuo e inabalável da Humanidade. Claro, crença, nada
mais... Guerras e conflitos virão em nome da disputa de mercados.