segunda-feira, 5 de agosto de 2019

A ERA DO PÓS-VERDADE: O pântano do misticismo subverte a razão – Trump/Bolsonaro e a 'ciência' do não-saber



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uitas perguntas têm instigado cientistas sociais e filósofos a se questionarem ao longo dos tempos acerca de qual a nossa relação com a realidade que nos permeia. O que, concretamente, ela é? Existe o fato objetivo? É possível determinar como realidade concreta o intricado mundo das relações sociais em cada fato posto? Na atualidade, qual o papel da informação, nesse sentido, como ela nos coloca dentro, perante (ou fora) dos acontecimentos e como descrevê-los da forma mais correta possível para que se atinja ou se encontre a Verdade lógica numa conjuntura politica e social através da qual o sujeito dotado de irracionalidade está cada vez mais individualizado, quase que submerso em sua solidão social, cuja consequência hoje presenciamos em fenômenos de ascensão da extrema-direita em todo o mundo (trumpismo e bolsonarismo, por exemplo). Para chegar a um denominador comum, trabalharei com duas hipóteses, uma nietzschiana e outra marxista, aparentemente opostas, mas que têm princípios cognitivo-epistemológicos bastante interessantes. O primeiro expõe; o segundo explica!

sexta-feira, 19 de julho de 2019

50 ANOS DA CHEGADA DO HOMEM À LUA: Um “salto para a humanidade” ou para o “american way life”? A URSS esteve na vanguarda da corrida espacial; não os EUA!


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uito além das “teorias da conspiração” inspiradas no senso comum ou em delirantes mentes que ainda vivem na Era clássica da Guerra Fria desencadeada pelos Estados Unidos logo após a União Soviética ter solapado o nazi-fascismo. Rezam tais “teóricos”, o Homem (que espécie de Homem seria este? Respondendo a que interesses?) nunca pisara no solo lunar. Inúmeros vestígios podem corroborar objetivamente nesse sentido, porém não coloca em pauta a bipolaridade política naquela época (a qual nunca esvanecera), uma vez que não se tratava de proselitismo ideológico em estado puro na defesa do american way life. Isto é, à publicidade e semiótica capitalista havia o adjunto bélico, voltado para o controle estratégico de amplas regiões do planeta, para o qual não foram poupados esforços por parte do Pentágono e da Casa Branca. O dizer nada improvisado de N. Armstrong esboça este pensamento e modus operandi da maior potência militar do planeta: “Um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade!”.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

sábado, 13 de abril de 2019

PONTO DE PARTIDA - FILME “JANELA PARA A ALMA”: a mulher como precursora da psicanálise - Sabine Spielrein, o pseudo histerismo e o despertar anti-nerd de Jung!


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este texto não pretendo elaborar uma resenha do filme “Janela para a alma”, pois há em abundância no ambiente da internet. Fá-lo-ei apenas a título de referência. O objetivo é analisar e problematizar os processos dinâmicos “desinclusão/inclusão/desinclusão sob uma perspectiva sócio-dialética e como a prática pedagógica pode lidar com as rupturas e inserções num contexto de establishment dado tal como é apresentado no filme. Assim, utilizando os aspectos pontuais que o filme elenca no que se refere a métodos clínicos de tratamento de pacientes acometidos por histeria tidos como loucos e violentos faço uma rápida síntese desde a Idade Média até os estertores do século XIX, veremos que são passíveis de inserção ao que se entende como “normalidade” dentro dos padrões socialmente aceitos. O tratamento e ulterior superação da jovem russa Sabina Spielrein são os pontos de partida no ensejo de um drama psicológico. À título de conclusão, o entendimento de como se dão os processos de inserção/inclusão da pessoa com deficiência nas instituições é dado sumamente pelo caráter político de um regime de governo, o qual molda a seu modo as resoluções de Estado.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

BRUMADINHO, MARIANA: retratos catastróficos de um Brasil colonial em pleno século XXI aportado pelo “dejeitos” intelectuais do bolsonarismo!


Os carniceiros desolaram as ilhas./Guanahaní foi a primeira/nesta história de martírios./Os filhos da argila viram/partido/seu sorriso, ferida”, assim iniciam os versos de Pablo Neruda em seu antológico Canto Geral. Lamento elegíaco que se aplica infelizmente à perfeição no Brasil atual. A catástrofe de Brumadinho é mais uma consequência da devastação ambiental e social promovida pelas mineradoras, as quais têm como único objetivo alçar lucros astronômicos na especulação bursátil providos pelos mais baixos custos possíveis no processo de extração de minérios. Estes irão abastecer as grandes potencias mundiais, em especial, claro, os Estados Unidos, principalmente a indústria bélica. Depósitos de rejeitos são produtos destrutivos mais acabados, vão se acumulando, sendo um após o outro “descartados”, porém continuam recebendo toneladas de produtos tóxicos, ou seja, ficam sem manutenção, mas ainda recebendo chorume. Isto porque a Vale S.A. decidiu ampliar a capacidade do córrego do Feijão em 88%, medida que foi aprovada pelo governo do estado em dezembro do ano passado, então nas mãos do petista Fernando Pimentel, que simplificou o processo de concessão ambiental para a mineradora como se fosse uma exploração de médio porte, mas na verdade, era exatamente o contrário, havia grande potencial destruidor. Deu vazão - sem trocadilho - ao príncipe da privataria tucana. Para tornar claro o significado da tragédia resultante da pilhagem colonialista o artigo versará por alguns pontos fundamentais de forma bastante sintética sem, contudo, cair em simplificações exageradas.