Nos dias atuais, os 78 anos da criação do Estado de Israel não
representam uma narrativa de redenção nacional, mas a consolidação
violenta de um projeto colonial de povoamento, gestado na matriz do
imperialismo britânico e na crise do capitalismo europeu do século
XIX. Nisso, a Resolução 181 da ONU, longe de um ato de justiça,
operou como uma manobra jurídico-política das potências vencedoras
da Segunda Guerra Mundial para redesenhar o Oriente Médio segundo
seus interesses geoestratégicos e petrolíferos, transferindo o
fardo da culpa europeia pelo genocídio nazista para os ombros do
povo árabe-palestino. Em destaque o sionismo, a ideologia da
burguesia judaica europeia, que instrumentalizou uma dor histórica
real para legitimar a despossessão material de uma população
majoritariamente camponesa.
sexta-feira, 15 de maio de 2026
sábado, 9 de maio de 2026
VITÓRIA SOVIÉTICA SOBRE NAZISMO: nada de “aliados”, nem “general inverno”, tampouco “imensidão territorial”. E sim triunfo de um novo modo de produção e seu povo!!
Antes de mais nada,
a vitória soviética sobre o nazismo não foi meramente um triunfo
militar ou uma casualidade geográfica, mas a demonstração concreta
das potencialidades superiores de um modo de produção
pós-capitalista em seu enfrentamento com a forma mais bárbara do
poder burguês sob a forma do imperialismo.
sábado, 2 de maio de 2026
400 ANOS DOS 7 POVOS DAS MISSÕES: superar o lamento culturalista e folclorista numa perspectiva anticolonial
A ideia de colonização levada a cabo pelos europeus no século XVI, principalmente pelos espanhóis, rezava que os “indígenas” eram como se fossem animais que poderiam ser usados para trabalho escravo (Lugon, 1976, págs. 32-33). Escravização e selvageria espanhola levaram a que os padres jesuítas começassem seu “trabalho” de evangelização mais para o interior de um país que ainda não estava definido, nem como pátria, nem como território. Para escapar da Coroa espanhola destinaram-se para o (hoje) Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná, norte, oeste e centro do Rio Grande do Sul, por volta de 1638. Era uma forma de refúgio perante os sanguinários ataques e massacres dos bandeirantes paulistas contra os povos indígenas.
Assinar:
Postagens (Atom)


