quinta-feira, 10 de setembro de 2015

REBAIXAR PARA ARRUINAR Standart & Poor's, a agência dos bandidos do capital financeiro internacional a soldo de Wall Street

Standart & Poor's a agência encarregada de destruir economias nacionais dos países semicoliniais a mando do capital financeiro internacional e da bandidagem estabelecida pelos rentistas e especuladores das tragédias alheias. Nas palavras de Eduardo Galeano:
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terça-feira, 1 de setembro de 2015

O governo neoliberal de Sartori, o poço sem fundo da dívida pública do Rio Grande do Sul e sua meta de implantar a barbárie no estado


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á décadas o Rio Grande do Sul vem passando por uma severa crise de gestão econômica e política, porém muito mais incisivamente marcada por este último aspecto. Trata-se da dívida pública contraía pelo estado desde os governos ligados ao regime militar e a Arena até os eleitos no “período democrático”, aí inclusos PMDB, PDT, PT e PSDB. Todos aplicaram a velha e carcomida cartilha do sistema financeiro internacional, autêntico sistema de agiotagem profissional institucionalizada. Hoje, o governo do PMDB, Ivo Sartori, sob o agressivo marketing difundido para mafiosa “famiglia” Sirotsky, do Grupo RBS (cujo império a exemplo da Rede Globo, expandiu-se durante a ditadura do regime militar), busca “sanar” a crise através de velhas receitas neoliberais, as quais por seu claro conteúdo rentista e antipovo só faz perpetuar o problema: severo arrocho salarial do funcionalismo, cortes drásticos de investimentos em áreas essenciais como saúde e educação, aumento de impostos, entrega do patrimônio público à ganância da mal-chamada “iniciativa privada”. Tudo encarado como se fossem medidas necessárias e inovadoras!

sábado, 22 de agosto de 2015

“Independência da arte - para a revolução. A revolução - para a liberação definitiva da arte”

Breton e Trotsky no México, 1938
André Breton, poeta surrealista francês, autor de “Amor Louco” e “Nadja”, inimigo ferrenho de Stalin e do “realismo socialista” (arte oficial do stalinismo) e do engessamento nazifascista da arte, vai para o México em abril de 1938 para encontrar Trotsky. Após inúmeras conversas e um intenso debate sobre a situação da arte e as perspectivas revolucionárias para a produção artística e intelectual, lançam o manifesto “Por Uma Arte Revolucionária Independente” em julho de 1938.

O Manifesto Surrealista vem a público numa etapa em que as condições políticas em nível mundial são as mais reacionárias possíveis: os ovos da serpente do fascismo estão sendo chocados e na URSS stalinisada vários assassinatos de dirigentes históricos do bolchevismo aconteciam sob os chamados Processos de Moscou. A arte, como um todo, estava sucumbindo a postulações formalistas e convenções artificiais tanto por parte do regime hitlerista como o do stalinista, cada um com seus vieses (sem sinal de igual entre ambos). Para o Surrealismo, fortemente influenciado pelas elaborações psicanalistas de Sigmund Freud, era fundamental o papel do inconsciente no processo criativo, o que estava sendo destruído pelo “racionalismo” de convenções permeadas burocraticamente por políticas de Estado. Prega, outrossim, a libertação dos poderes da imaginação, onde a psicanálise, arte e política se unem no ideal de ego, o qual, por sua vez, se ergue contra o establishment ao renovar os poderes do mundo interior, do “id”. Ou seja, a emancipação do espirito como engenho da condição livre do Homem, da sua inteira emancipação do modo de produção que lhe oprime, restringe-lhe a liberdade.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

75 ANOS DO ASSASSINATO DE LEON TROTSKY A História vingará este crime: suas ideias permanecem em nossos corações e mentes!

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Aqui uma singela homenagem. Trotsky atingido por uma picareta na cabeça pela covarde ação planejada a partir de um assassino profissional a mando do stalinismo, Ramon Mercader, no dia 20 de agosto, não resistiu ao golpe e veio a falecer no dia seguinte. Brilhante arregimentador e escritor militante, grande construtor do Exército Vermelho que garantiu a vitória da Revolução de Outubro durante a guerra civil contra as tropas do Czar a serviço das potências imperialistas, foi o fundador da Quarta Internacional em 1938. Opositor ferrenho à ideia da revolução em um só país destacou-se no meio dirigente com a Teoria da Revolução Permanente e seria a razão de uma das tantas desavenças com Stalin. Com a morte de Lenin em 1924, e por ser um membro relativamente recente do Partido Bolchevique inicialmente não teve forças para enfrentar a burocratização do mesmo, haja vista que era encarado como um “elemento exógeno” por grande parte dos dirigentes “históricos” do partido. Desta característica se aproveitara Stalin para formar um corpo burocrático a seus serviços e isolar o grande dirigente da Revolução. Seu papel a partir do momento em que foi banido da URSS pela camarilha montada por Stalin no poder foi a defesa principista das conquistas sociais e políticas da União Soviética, convertendo-se em seu maior combate da sua vida, o que viria a ser seu último até sua vida ser apagada.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

70 ANOS DA BOMBA ATÔMICA SOBRE HIROSHIMA E NAGASAKI Terror criminoso e bárbaro do imperialismo contra a população civil num Japão derrotado inaugura nova ordem mundial de ofensiva ideológica e militar contra a URSS

“O que aconteceria se uma cidade inteira fosse arrasada por uma única bomba de urânio? E com uma bomba de plutônio?” (Diretor do Exército dos EUA, Projeto Manhattan, Gal. Leslie Groves).

“Então um imenso clarão cortou o céu... o clarão partiu do leste em direção ao oeste, da cidade em direção às montanhas. Parecia um naco de sol...” (John Hersey, Hiroshima).

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de Agosto de 1945, mesmo que a guerra estivesse acabada era necessário que a Casa Branca e o Pentágono justificassem os gastos de mais de 2,6 bilhões de dólares no tétrico e ao mesmo tempo macabro de proporções gigantescas “Projeto Manhattan”, posto em pé com o objetivo de criar a bomba atômica (200 mil operários estavam a ele submetidos sem saber o que estavam construindo e centenas de cientistas). Época em que a indústria da destruição em massas foi levada a frente “a todo vapor”! Além do mais, há anos a população norte-americana vinha sendo “bombardeada” pela mídia corporativista e a propaganda oficial que uma possível bomba destas proporções poderia por a termo a guerra e assim “salvar milhares de vidas americanas”. O então presidente dos EUA, Harry Truman, vertendo lágrimas de crocodilo discursou impavidamente entonando uma prece acerca da sua mais nova criatura: “… Agradecemos a Deus por [a bomba] ter vindo a nós ao invés de nossos inimigos; e oramos para que Ele nos guie para usa-la a Sua maneira e com Seus propósitos…” (http://www.trumanlibrary.org/publicpapers/index.php?pid=104&st=&st1). Antes, porém, Albert Einstein, o grande gênio da física moderna, atuando como “inocente útil” (ou idiota mesmo), havia advertido Roosevelt que os alemães estariam desenvolvendo uma poderosa bomba a partir da fissão atômica do urânio. Hoje documentos descobertos comprovam que isso se tratou de uma falácia, pois os nazistas estavam muito longe de produzir uma bomba nas características nucleares, careciam de cientistas, tecnologia, matéria prima e, não obstante, capitais. Mas serviu como pretexto ideológico do imperialismo para a produção da arma nos laboratórios de Los Alamos a fim de atingir seu objetivo tático-estratégico: causar terror na população japonesa e demonstrar sua força descomunal contra uma cacifada União Soviética do pós-guerra! Após seis anos de sangrentos embates, 50 milhões de vidas foram ceifadas da face da terra causadas pelos crimes hediondos dos nazistas nos campos de concentração e de extermínio, pelo fascismo do imperialismo japonês que estendeu cadáveres sobre a China, a Manchúria, ilhas do Pacífico em nome do petróleo e, evidente, pelo genocídio do imperialismo ianque assassinando sem qualquer chance de defesa 180 mil pessoas em Hiroshima e Nagasaki.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

GRÉCIA CADA VEZ MAIS SOB PRESSÃO DO CAPITAL FINANCEIRO INTERNACIONAL. Syrizia dá seu aval para as investidas colonialistas da Unidade Europeia!


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Grécia, país “berço da civilização ocidental” está submetida às garras do imperialismo europeu e aos rentistas internacionais. A pergunta incondicional a ser respondida é a seguinte: como um pequeno país cuja industrialização é quase inexistente e a economia representa menos de 2% do PIB europeu e que sobrevive exclusivamente do turismo (70% da sua economia) e da exportação in natura (commodities) de azeite e vinho, pode ameaçar de quebrar os gigantes do mercado financeiro europeu? Por que em parte pode afetar outras economias frágeis como a de Portugal e Espanha que, a exemplo da Grécia, são considerados postos artificiais de capital volátil, ou seja, dos investimentos de bancos estrangeiros como se fosse um paraíso fiscal e por isso dominam o mercado financeiro nacional. Diante do menor indício de crise, os banqueiros internacionais (rentistas) tratam de “fugir” dos ditos paraísos, deixando em consequência a dívida (moedas podres) para os governos. Em razão deste “rombo”, a Grécia de Tsipras tem que recorrer à Troika, porém não há liquidez (fundos e créditos) para bancar um empréstimo e daí aparece o impasse entre o governo grego e o Banco Central Europeu controlado com mão de ferro pela Primeira Ministra alemã Angela Merkel. Atualmente, a União Europeia tem 28 Estados-membros desde 1º de julho de 2013, aí incluídos Alemanha, França, Inglaterra os países mais poderosos. O imperialismo não tem o menor interesse em “negociar” a dívida, mas sim em impor medidas drásticas contra o povo grego, ou seja, a única alternativa que lhe “concede” é a capitulação!

UNIDADE EUROPEIA, UM MODELO ECONÔMICO ESGOTADO

A severa crise econômica e política que assola a Grécia é a mais grave desde o final da Segunda Guerra Mundial. Não é oriunda a partir de 2009, mas advém desde quando os gregos passaram a integrar a UE em 2000 e a ulterior adoção do Euro como moeda que volatizou a economia e anulou a soberania dos povos. Uma onda de desemprego que soma 26% da população economicamente ativa; a juventude sem perspectivas amarga um desemprego na ordem de 50%. Trata-se de cifras oficiais, na realidade os índices são bem mais elevados. O governo que antecedeu o Syrizia, o Pasok se mostrou incapaz de encontrar uma solução diante da crise, o que proporcionou à Troika a aposta em um novo gestor, com a vitória da “esquerda” de Tsipras, a quem lhe fora incumbida a tarefa de implementar planos de austeridade de cunho neoliberal: privatizações, cortes de benefícios sociais (aposentadoria e saúde), pagamento da dívida externa (um absurdo em torno de 320 bilhões de Euros!!!).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

O desfecho da “Primavera árabe”, ao invés de flores, espinhos. Como destino dos “imigrantes ilegais”, as águas mortais do Mediterrâneo e as leis fascistas da União Europeia

A Líbia antes dos bárbaros bombardeios da OTAN em 2011 era um país próspero, com um sistema de educação pública e saúde universais, ambos gratuitos, no qual 94% da população estava alfabetizada e a expectativa de vida do cidadão beirava a casa dos 72 anos de idade – muito superior a vários países da América Latina e até mesmo europeu! Possuía um dos mais avançados sistemas de irrigação e distribuição de água do mundo. Tudo isso graças à revolução nacionalista de Muammar al-Gaddafi que derrotou e expulsou do trono a reacionária monarquia do rei Idris. Porém, esta situação estava com seus dias contados pelas grandes potências capitalistas. O “start” da guerra de rapina contra o coronel Gaddafi aconteceu quando este declarou que iria nacionalizar o petróleo, o que despertou a ira das grandes empresas multinacionais situadas em Benghazi, de onde emergiram os “rebeldes”. Não tardou para que este segmento associado ao capital estrangeiro se voltasse contra o regime nacionalista de Kadafi. EUA, Inglaterra, Alemanha, Turquia, Suécia trataram logo de apoiar os ditos “rebeldes”. O Pentágono e a Casa Branca impuseram que a ONU e ao Conselho de Segurança no dia 17 de março de 2011 determinasse uma “zona de exclusão aérea” em Benghazi para “proteger os civis” na região. Foi dado o sinal para iniciar o massacre do povo líbio e suas conquistas sociais, que durante longos e abomináveis sete meses fora selvagemente bombardeado pela coalizão ocidental na OTAN. Ao fim da guerra, o caos tribal e um país aniquilado do qual a população em desespero procura a fuga através do Mediterrâneo em direção à Europa infestada por governos cada vez mais de direita e com leis anti-imigrantes.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Mídia corporativa pró-imperialista detona as veias ideológicas de Eduardo Galeano



“A utopia está lá no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela se afasta dois passos. Caminho dez passos e o horizonte corre dez passos. Por mais que eu caminhe, jamais alcançarei. Para que serve a utopia? Serve para isso: para que eu não deixe de caminhar.”

Este artigo não pretende traçar a biografia do renomado escritor, mas fazer um rápido apanhado de como a mídia corporativa “homenageou” Galeano, quem por suas ideias e propostas culturais antiamericanas foi perseguido e jurado de morte pelos ditadores militares que varreram a democracia na Argentina, Chile, Uruguai, Brasil, Paraguai. Não poderia ser de outra forma senão espezinhando a trajetória política de intelectual progressista que combatia através da luta ideológica a sanha colonialista do império do norte e de seus consortes europeus em cima da América Latina, amiudadamente distorcendo declarações e dando asas a interpretações grotescas. Como “alvo” principal a mídia bombardeou a obra máxima de Galeano, “As veias abertas da América Latina”, qualificando-a como um “libelo esquerdista anacrônico” corroborando com a declaração do autor segundo o qual “não teria paciência para lê-la novamente”.

terça-feira, 31 de março de 2015

Golpe militar de 1964 colocou gorilas genocidas no poder para substituir a “política de massas” da Era Vargas pela “contenção das massas” por meio da ditadura da burguesia durante 21 anos



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á 51 anos, a madrugada do dia 31 de março marcou um dos episódios mais cruéis e macabros da história recente do Brasil: o golpe militar de 1964. Para compreendermos o real significado deste fato que não só aniquilou com o regime democrático-burguês como também cumpriu um papel fundamental no que concerne ao acirramento da luta de classes no país. E é precisamente neste último aspecto que nos deteremos na análise, deixando pré-entendido que o regime que se seguiu logo após o golpe foi o prolongamento do anterior, por outros meios, uma ditadura de classe com a finalidade de expandir o processo de acumulação capitalista no Brasil a custa do sacrifício e repressão sobre os trabalhadores e intelectuais.


O MILITARISMO E O DESENVOLVIMENTO DAS FORÇAS PRODUTIVAS NO BRASIL

O período pós-guerras (Primeira e Segunda Guerras Mundiais) foi caracterizado por várias rupturas sociais e políticas: em primeiro lugar a Revolução Russa de 1917, a qual se expandiu posteriormente pelo Leste europeu; depois a Revolução Chinesa (1949); e em 1959 a Revolução Cubana, esta no “quintal” do imperialismo ianque. Estes são os sinais indeléveis de uma profunda crise de esgotamento do sistema colonial capitalista em todo o mundo, tendo como contraponto o crescimento e desenvolvimento de Estados operários onde antes dominavam os imperialismos ianque e o europeu. Logo, os Estados Unidos deveriam reagir a esta “perda de hegemonia” econômica e militar até então monopolizada pelas grandes potências capitalistas (Inglaterra, Alemanha nazista, França etc.), tanto que de início viam com bons olhos a ascensão nazista como contraponto aos países do chamado “mundo comunista”. Cada vez mais, os estrategistas do Pentágono passam a ter como inimigos frontais os regimes comunistas, dispondo em todos os terrenos suas escaramuças da Guerra Fria.

O golpe contrarrevolucionário de 1964: ontem como hoje


Lacerda ao lado dos conspiradores civis no processo que levou ao golpe militar de 1964

  • Reproduzo abaixo, um artigo bastante elucidativo elaborado pelo professor Mario Maestri, muito embora discordando de alguns pontos, mas que não prejudicam a sua excelente análise acerca da participação civil como prócere do golpe que colocou os genocidas militares no poder. Em suas palavras “a burguesia nacional passou-se de ‘mala e cuia’ ao campo da contrarrevolução”.
MÁRIO MAESTRI
24 DE MARÇO DE 2014

Somos filhos da derrota que teve momento singular em 1964, consolidou-se com a débâcle da esquerda revolucionária, em inícios dos anos 1970, e foi radicalizada com a transição conservadora, em 1985. Movimento histórico perverso que conheceu salto de qualidade quando da rendição geral das organizações populares nascidas nas gloriosas jornadas sociais, com ápice em 1979 – PT e CUT, sobretudo.

A discussão sobre o sentido profundo do golpe militar de 1964, quando cumpre meio século, constitui indiscutivelmente caminho seguro para o melhor entendimento dos dias atuais. Desde que compreendamos aqueles sucessos como parte do fluxo geral da história do Brasil, com ênfase no seu período pós-Abolição e, principalmente, pós-1930.

Tudo isso, sem esquecer as fortes determinações gerais, sobretudo após 1930, da conjuntura internacional sobre o devir da sociedade brasileira. Determinações que superam em muito a ingerência direta do imperialismo estadunidense no golpe.

Entretanto, apesar dos tempos globalizados em que vivemos, tornaram-se praticamente comuns as interpretações, mesmo estruturais, dos acontecimentos de 1964.

segunda-feira, 16 de março de 2015

OS ATOS DO DIA 15 – Os “agentes ocultos” não são tucanos, mas as agências de inteligência norte-americanas ajudadas pela “famiglia” Marinho!



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s atos que ocorreram no domingo, 15, demonstram uma realidade quase verossímil e não caem em contradição com que os manifestantes - mauricinhos, patricinhas e dondocas - expuseram nas ruas, muito embora de forma assaz confusa e difusa. Foram massivos, claro, num domingo e com convocatória da mídia como se fosse para um passeio... com catraca livre no metrô de São Paulo! E de certa forma uma marcha bem distinta daquela que ocorreu em junho de 2013 em forma e conteúdo. Naquela ocasião a massa heterogênea e confusa foi despertada pela juventude estudantil às tentativas de aumento abusivo das passagens dos transportes públicos e os gastos exorbitantes com a Copa do Mundo de futebol, que mais tarde fora acrescida de setores mais amorfos da população que impingiram um claro conteúdo anticomunista e “apartidário”, ou seja, voltados ao antipetismo. Neste domingo, como noticiou um jornal britânico, “a mais recente onda de protestos, entretanto, é de um grupo mais velho, mais branco e mais rico, reunidos após uma grande cobertura antecipada da grande mídia” (The Guardian, 16/3). Na maioria, os atos tiveram concentração nos bairros nobres das cidades (Copacabana, Avenida Paulista, Explanada dos Ministérios, Ondina, Aldeota, Moinhos de Vento etc.). Neste espectro aparecem “agrupamentos” que se proclamam “apartidários” e, por conseguinte, oposição ao governo da frente popular: o “Movimento Brasil Livre” (MBL), na verdade yuppies liberais que desprezam a legalização do aborto, das drogas, o casamento gay, a reforma agrária, a ascensão social dos trabalhadores mais humildes; outro grupo, o “Vem pra Rua” é dirigido por grandes empresários, muito provavelmente ligados ao PSDB; há o “Legalistas” que preconizam um novo golpe militar gorila para apear o PT do poder, desfilando toscas suásticas e apelos a volta da ditadura militar (e não eram tão poucos como queriam enfatizar os “democratas” de plantão); os “Estudantes pela Liberdade” (EPL) diretamente financiados pela corporação petroleira norte-americana – a Koch Industries, conhecida por destruir o meio ambiente e assassinar a população indígena nos EUA; e, finalmente o “Revoltados on Line” que apregoam abertamente a necessidade de impeachment de Dilma. Contudo, todos têm algo em comum: o ódio de classe contra os pobres que melhoraram consideravelmente durante os governos Lula/Dilma, logo a raiva se volta contra o PT.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

O Estado Islâmico declara que “Allah não nos ordenou a lutar contra Israel”, mas o cão que ladra pode morder seu dono!

OTAN bombardeia bases do Estado Islâmico na Síria (Kobani)

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os dias atuais é muito difícil fugir à pauta imposta pela chamada mídia corporativa, associada ideológica do imperialismo ianque, a qual vem nos últimos meses dando destaque em seus jornalões impressos, virtuais e na Tv aos “bárbaros crimes” provocados pelo Estado Islâmico (ISIS). É NECESSÁRIO QUE TENHAMOS A CORAGEM DE ROMPER COM O SENSO COMUM IMEDIATO-IMPRESSIONISTA que a todos impregna. Os alvos do EI são reféns americanos, britânicos e japoneses “decapitados”, um piloto jordaniano da OTAN “queimado vivo”, execuções coletivas de cristãos egípcios etc., toda essa barbaridade denunciada por ninguém menos do que organismos vinculados diretamente à Casa Branca e à ONU, ambas sedes das mais autênticas organizações terroristas existentes em todo o planeta. Claro está o caráter reacionário das direções teocráticas, mas objetivamente elas se voltam contra seus criadores como foi o caso da Al Qaeda, organizada e financiada pelos Estados Unidos para combater o Exército Vermelho no Afeganistão na década de 80, Saddam Hussein para atacar a Revolução Iraniana e agora o EI que tinha como objetivo derrotar o governo de Bashar Al Assad na Síria como contraponto militar ao Hezbollah e ao Hamas, para o quê recebera grandes aportes financeiros e logísticos das grandes potencias ocidentais, a fim de atingir a Rússia. De Bush a Obama, Iraque, Afeganistão, Síria, Irã e Coreia do Norte são os chamados “eixos do mal” e alvos iminentes da contrarrevolução mundial. Por outro lado, dirigentes do EI afirmaram que por enquanto não irão se confrontar com o Estado de Israel: “A maior resposta a esta pergunta é o Alcorão, onde Allah fala sobre os inimigos - os próximos dos muçulmanos que se tornaram infiéis, pois eles são mais perigosos do que aqueles que já foram infiéis” http://en.shiapost.com/2014/07/12/allah-has-not-ordred-us-to-fight-against-israel/). Os nazi-sionismo já traçaram uma linha de defesa militar em seu território, a “Operação Linha Defensiva”, o que só serviu para apertar o cerco à resistência palestina.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

FRENTE POPULAR E A TUCANALHA SÃO RESPONSÁVEIS PELA “SECA” Chegando ao fundo do poço ou como o capitalismo especula com a água, um bem universal pertencente à Humanidade


“A Sabesp teve lucro líquido de 13 bilhões de 2003 pra cá. Reinvestiu uma parte, mas mandou a maioria pros investidores”

Não tem mais como a mídia corporativa esconder a chamada “crise hídrica” debaixo do tapete porque antes era um problema que só atingia as periferias pobres! Hoje o colapso envolve até a “nata” do Morumbi e o complexo industrial metropolitano. Não por coincidência, até Minas Gerais “entrou na baila”, claro, principalmente agora que é administrado pelo PT – “a situação é grave, principalmente na região metropolitana e no Norte do estado. Cerca de 50 municípios enfrentam racionamento e quatro estão em colapso iminente. Além disso, outras 100 cidades estão em estado de alerta” (Blog Vi o Mundo, 28/1). O Brasil, que é dono do maior potencial hídrico do planeta está vai passar sede em mais da metade de seus munícipios, aqui incluso 71% da população urbana, cerca de 125 milhões de pessoas. O problema, no entanto, não se concentra apenas na escassez de chuvas ou por mera conveniência eleitoral como querem fazer crer os blogueiros chapa branca – o que é um simplismo diversionista e uma análise grosseira da realidade -, é muito mais profundo e perpassa por claras orientações políticas, quer pelos 20 anos de governos tucanos em São Paulo, quer pelas 12 temporadas do PT na gestão do Estado burguês em nível federal. A questão dos recursos hídricos passa por uma concepção de estratégia de manutenção e aperfeiçoamento de seus recursos naturais como um bem imprescindível para a Humanidade. Assim, tanto a tucanalha como os “gerentes” do Estado capitalista do PT são os responsáveis diretos por uma crise econômica e social de grandes proporções. E não se trata de uma visão catastrofista, pois o drama apenas inicia-se, uma vez que a crise é econômica e política, produzida muito secundariamente em razão de adversidades climáticas. O colapso do sistema de captação e de reservas hídricas estava previsto desde a década de 80, sendo que o primeiro sinal de esgotamento aconteceu em 2003. Os acionistas da Bolsa de Valores de Nova Iorque não estão nem um pouco interessados na falta de água na “república de bananas”, água mais cara é melhor para encher suas burras!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

ENVENENAMENTO DE LENIN?*



L. Trotsky                              

“Stalin havia confessado a Kamenev e Dzerzhinski, seus aliados da época, que seu maior prazer na vida era vigiar atentamente um inimigo, preparar tudo nos mínimos detalhes, vingar-se dele sem compaixão, e depois ir dormir.”

Durante os dez anos do meu atual exílio, os agentes literários do Kremlin vêm se livrando da necessidade de responder adequadamente a qualquer coisa que eu escreva sobre a URSS, fazendo alusões ao meu “rancor” por Stalin. Contudo, Stalin e eu fomos separados por eventos tão inflamáveis que todos os sentimentos pessoais foram consumidos pelas chamas e reduzidos a cinzas. Stalin é meu inimigo. Mas também Hitler é meu inimigo, também Mussolini o é, e também muitos outros. Hoje me restam muito poucos sentimentos pessoais dirigidos a Stalin. É como se se tratasse do general Franco ou do Mikado.

Apresento nesse artigo fatos surpreendentes a respeito de como um revolucionário provinciano se tornou o ditador de um grande país. Todos os fatos que menciono, todas as referências e citações, podem ser confirmados por publicações soviéticas oficiais ou por documentos conservados em meus arquivos.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Lenin Morreu

Leon Trotsky            

22 de Janeiro de 1924

Lenin Morreu. Lenin já não existe. As leis obscuras que regulam o funcionamento da circulação arterial puseram termo a essa existência. A arte da medicina viu-se impotente para operar o milagre que dela se esperava apaixonadamente, que dela exigiam milhões de corações.

Quantos homens haverá entre nós que de boa vontade e sem hesitação teriam dado o sangue até à última gota para reanimar, para regenerar o organismo do grande chefe, de Lenin Ilitch, o único, o inimitável? Mas não havia milagre possível, aí onde a ciência era impotente. E Lenin morreu. Estas palavras caiem sobre a nossa consciência de uma maneira terrível, tal como o rochedo gigante cai no mar. Poderá acreditar-se? Poderá aceitar-se?

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

LENIN SOFRE ATENTADO “Esse golpe traiçoeiro abriu uma nova frente - a mais dolorosa, a mais alarmante no momento atual: a frente onde Vladimir Ilitch luta contra a morte”

O Blog “Inquietude Geral” publica uma série de textos em homenagem ao grande dirigente bolchevique Lenin, às vésperas de se completarem 91 anos de sua morte. É necessário que as novas gerações conheçam a história política do Partido Bolchevique e do justo ódio recebido por parte da pequena burguesia e dos capitalistas,de toda gama de reformistas e revisionistas do marxismo, para que, compreendendo o passado, sejam tiradas as ácidas lições da luta de classes, atuar sobre o presente. Este primeiro artigo é a transcrição de um discurso repleto de emoção feito por Trotsky na sessão do Comité Executivo pan-russo realizado no dia 2 de setembro de 1918 analisando o atentado sofrido por Lenin. No dia 30 de agosto, Lenin após discursar numa fábrica em Moscou, ao sair e antes de entrar no carro, Fanny Kaplan (membro do Partido Social Revolucionário) gritou seu nome. Ao virar, ela disparou três tiros: um atravessou o casaco de Lenin; os outros dois atingiram o ombro e o pulmão esquerdo dele, ferimentos que nunca foram curados e que influenciaram no agravamento da saúde do dirigente bolchevique. Isto tudo durante um gravíssimo momento de crise por que passavam os Bolcheviques no comando do recém-parido Estado: os exércitos brancos cercavam e estavam na iminência de tomar o frágil regime operário erguido na Revolução de 1917, contabilizando que metade do território russo estava nas mãos dos exércitos contrarrevolucionários financiados pelas grandes potencias estrangeiras e, claro, o fracionismo que impregnava as hostes do partido paralisando-o; a produção industrial e agrícola sofriam inúmeras sabotagens por parte dos patrões e kulaks. No contexto desta drástica realidade os bolcheviques assinaram a dura “Paz de Brest-Litovski” e, por questão de segurança e estratégia militar, Moscou se tornou a capital soviética, medidas propostas estrategicamente por Lenin que a História demonstrou estarem plenamente corretas!

Lenin Ferido

Leon Trotsky                               

Lenin
Camaradas, é assim que interpreto as fraternas aclamações que acabo de ouvir: hoje, nestas horas dolorosas e nestes dias difíceis, todos sentimos, como se fôssemos irmãos, uma necessidade profunda de nos unir, de nos ligar de mais perto às organizações soviéticas, de nos agrupar mais estreitamente sob a bandeira comunista. Nestes dias e nestas horas cheias de perigos, enquanto o porta-bandeira do proletariado, o nosso, e, podemos dizer, o do mundo inteiro, se encontra estendido flutuando no seu leito de dor contra o terrível espectro da morte, sentimo-nos mais próximos uns dos outros do que nas horas de vitória...

A notícia do atentado contra o camarada Lenin chegou-nos, a alguns camaradas e a mim, em Svisjsk, na frente de Kasan. Aí, recebíamos golpes, uns vindos da direita, outros da esquerda, outros em pleno rosto. Mas este novo golpe, vindo da retaguarda longínqua, feriu-nos nas costas. Esse golpe traiçoeiro abriu uma nova frente - a mais dolorosa, a mais alarmante no momento atual: a frente onde Vladimir Ilitch luta contra a morte. E quaisquer que sejam ainda as derrotas que possam vir a atingir-nos nesta ou naquela fase da grande batalha - creio firmemente na próxima vitória que obteremos unidos -, para a classe operária da Rússia e do mundo inteiro nenhuma derrota parcial seria tão dolorosa, tão trágica como aquela que nos ameaça, se a batalha travada à cabeceira do nosso dirigente terminar por uma derrota.

domingo, 11 de janeiro de 2015

MUITO ALÉM DAS CHARGES DE MAU GOSTO DO CHARLIE HEBDO “Terror branco”, tática da Casa Branca para eliminar estrategicamente adversários (islâmicos) através das ações de grupos neonazistas na Europa

Como era de se esperar, pelo menos quem já se acostumara ao “modus operandi” da CIA e do Mossad (possíveis emuladores da carnificina a serviço da extrema direita xenófoba francesa), os “culpados”, os irmãos Said e Chérif Kouachi, pelo massacre dos cartunistas do Charlie Hebdo foram hábil e rapidamente “descobertos” pelos “eficientes” órgãos de inteligência da polícia francesa. Tanta “destreza” que os “medonhos” fundamentalistas islâmicos foram devidamente sentenciados: atiradores de elite executaram-nos à bala, impossibilitando qualquer interrogatório dos “suspeitos”, ou seja, quando se tens um problema elimine-os o mais rápido possível. Marx advertira-nos há tempos que quando a história se repete elavem como farsa! Este desfecho lembra o que aconteceu após os atentados da Maratona de Boston (EUA), em 2013, quando dois jovens chechenos muçulmanos imediatamente acusados foram perseguidos e mortos covardemente em uma ação espetacular da racista polícia americana.

Em todos os atentados promovidos pela extrema-direita, em geral neonazistas, os muçulmanos “culpados” sempre a priori são exemplarmente executados, tomados como bodes-expiatórios de ações terroristas, articuladas nas entranhas obscuras de governos e agências de inteligência (CIA, Mossad...), cujo objetivo é inculcar-lhes toda a responsabilidade pela selvageria e brutalidade, como algo intrínseco à sua cultura e religião.