quarta-feira, 12 de abril de 2017
quinta-feira, 30 de março de 2017
PACOTAÇO ULTRANEOLIBERAL DE SARTORI: a boçalidade mercadológica enterrando o patrimônio imaterial-subjetivo de um povo...
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| Ato Público em defesa da Fundação Piratini, quarta-feira, 29 de março de 2016 |
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o apagar das luzes de 2016, o governo Sartori com a
cumplicidade criminosa dos deputados estaduais, aprovou a extinção de oito
estatais. E o mais grave, que nem cabem em seu discurso de desmonte da máquina
do estado, de que são deficitárias. Ao contrário, não só são lucrativas como
também são utilizadas para pagar a dívida pública perante banqueiros e a União.
O PMDB, golpista, repousa suas teses ultraneoliberais sobre privatizações de
setores estratégicos como estradas, transporte e energia, a exemplo do que vem
fazendo seu consorte em nível nacional de esmagamento do que restou da
infraestrutura estratégia do país. Há muito tais recursos político-contábeis
demonstraram seu total fracasso e demonstram não ausência de ação, mas um
programa político bem claro: uma gigantesca operação de desmonte dos serviços
estatais para entrega-los à empresas terceirizadas sob cujo nome está algum
político ou um laranja seu ou para grandes monopólios econômicos. Para chegar a
esse ponto o governo de bandidos peemedebista e sua “base aliada” jogaram no
lixo até mesmo as leis que eles próprios criaram, a Constituição Estadual,
segundo a qual uma estatal para ser entregue à “iniciativa privada” deve ter
antes um plebiscito popular. Portanto, desfraldou-se descaradamente uma clara
operação anticonstitucional para aprovar o pacotaço de Sartori (a serviço de
banqueiros e da RBS), burlando até mesmo cláusulas pétreas que reza a “soberania
popular ser inviolável”!
quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
CRISE PRISIONAL BRASILEIRA: encarceramento em massa de pobres nas masmorras medievais do século XXI como expressão da luta de classes
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crise que se abateu sobre o regime carcerário brasileiro não
é de agora. Ela vem de longe! Marx e Engels trataram da criminalidade em seus
estudos. Para eles, o crime é uma das peças que mantém o Estado capitalista funcionando
em seu moto-perpétuo, uma necessidade transformada em uma mercadoria como outra
qualquer: “O criminoso traz uma diversão à monotonia da vida burguesa;
defende-a do marasmo e faz nascer essa tensão inquieta, essa mobilidade do
espírito sem a qual o estímulo da concorrência acabaria por embotar. O
criminoso dá, pois, novo impulso às forças produtivas…”¹. O que há de se
destacar é a capacidade do atual governo (golpista) em solvê-la dentro da
superestrutura monstruosa do direito penal. A mídia corporativa tenta esgotar o
assunto como produto da superlotação dos presídios e o consequente domínio das
facções criminosas. Nada mais falso. São apenas as consequências nefastas de
toda uma estrutura social e política que remontam desde a construção do
primeiro módulo prisional ainda no Brasil colônia – Casa de Correção do Rio de
Janeiro (pronta em 1769)², cujo molde dá formas ao atual, ou seja, um sistema
de cárcere centrista punitivo anacrônico e preconceituoso. Parece incrível, mas
não houve um rompimento com o conceito
de prisão oriundo da antiguidade (do Egito à época medieval) que
etimologicamente significa “custódia e tortura”, ora perpetuado e desenvolvido
em escala industrial!
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
152 ANOS DA GUERRA DO PARAGUAI – BRASIL/ARGENTINA/URUGUAI/INGLATERRA: extermínio étnico em nome da “civilização” liberal e da economia de mercado
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guerra contra o
Paraguai, iniciada no 13 de dezembro de 1864, foi o maior e mais sangrento conflito
militar da América Latina. Diferente do que a historiografia positivista (e os
neopositivistas ou antimarxistas encabeçados por Francisco Doratioto) que
compartimentaliza a História, a abordagem desse artigo será sob a perspectiva
do materialismo histórico, a que coloca a guerra dentro de um
movimento universal – embora nem sempre consciente – de desenvolvimento do
capitalismo em âmbito mundial. Ou seja, das colônias latino-americanas, das
independências, da guerra propriamente dita, tudo como resultado de um novo
modo de produção que emergia através das guerras napoleônicas na Europa ainda
transitoriamente “feudal”, destacando de soslaio o processo da guerra civil
norte-americana. Neste viés, as guerras assumem não mais apenas o papel de
saquear povos e nações, mas serviriam para abrir forçosamente mercados e
instaurar governos “sátrapas” ao redor do globo terrestre, naquilo que se
converteu na “era dos impérios” que começou pela Índia e a China nas chamadas “guerras
do ópio”.
segunda-feira, 14 de novembro de 2016
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA/15 DE NOVEMBRO 1889: golpe político-militar para ratificar domínio do latifúndio e do privatismo nas entranhas do Estado
“Uma rematada tolice que foi a tal república. No fundo, o que se deu em
15 de novembro foi a queda do Partido Liberal e a subida do Conservador,
sobretudo da parte mais retrógrada dele, os escravocratas de quatro costados”. [Lima Barreto, 1881-1922]
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| Quadro de Henrique Bernardelli idealizando a Proclamação da República pelo Marechal Deodoro da Fonseca |
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Proclamação da República no Brasil
segue em uma linha de evolução iniciada com a “Independência” (1824) conduzida
pelas classes dominantes do país. Consequência das revoltas sociais e políticas
durante o “Império”, das novas necessidades da Revolução Industrial que se
desenvolvia na Europa e o reordenamento das oligarquias no país logo após o fim
da Guerra contra o Paraguai. Não se tratou de um corte histórico na sociedade,
nem um ato heroico de um indivíduo tal como o representado pela arte oficial em
que o Marechal Deodoro da Fonseca aparece glamoroso montado em seu corcel erguendo
seu quepe triunfante como figura central do episódio, tampouco representou a
vontade popular e os novos ideais de liberdade. A vida, após a Proclamação da
República, como ela era no Império segue a mesma: exploração, elitismo e selvageria
repressiva antipopular... agora acrescida com o trabalho assalariado dos imigrantes europeus que viria por substituir a mão de obra escrava.
DECISÃO CONTRA A VONTADE DE
DEODORO!
Adoentado, acometido de forte
dispneia (enfermidade contraída durante a Guerra do Paraguai), o Marechal Deodoro foi retirado da cama pela madrugada e instigado a
agir dada a enorme crise por que passava o governo de D. Pedro II. Este último,
o “velhinho” passava os dias prostrado e recolhido na sua residência em
Petrópolis (72 quilômetros da capital Rio de Janeiro). Foi necessário que os
republicanos, atônitos com a morbidez dos militares, espalhassem o boato de que
o imperador iria prender as lideranças do partido para que Deodoro colocasse
algumas tropas nas ruas e no dia 15 se deslocassem para o centro do Rio de
Janeiro a fim de deporem os ministros de D. Pedro II. O “herói da proclamação”
fazia parte do staff de confiança do imperador, relutou em participar do
“putsch” até poucos dias antes. Nem mesmo o imenso prestígio do Exército após o
genocídio que foi a Guerra contra o Paraguai (1864-1870) animava o claudicante
marechal!
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