O
|
moribundo governo Temer está podre e claudicante. Mas, por
que não cai? São múltiplos os fatores: está sendo sustentado a fórceps por uma fração minoritária da
burguesia paulista (Fiesp e o agronegócio) e a oligarquia nordestina (teles e empresariado
ligado ao setor terciário), as quais têm como representante e porta-voz o PSDB
e seus satélites (DEM, PR etc.) no Congresso. Contudo, a tucanalha não apresenta
consenso em suas propostas de manter em pé o semicadavérico peemedebê. FHC, astutamente
com um pé na governabilidade e salvação do regime, encampou sem titubear a
proposta da esquerda, aquela adaptada ao status
quo, de “eleições gerais” (os morenistas que se manifestem!). Atesta sua
nota: “A conjuntura política do Brasil tem sofrido abalos fortes e minha
percepção também. Se eu me pusesse na posição de presidente e olhasse em volta
reconheceria que estamos vivendo uma quase anomia” (O Globo, 16/6). Intimamente relacionada à “tese” do velho tucano
corrupto, como elemento fundamental da permanência da quadrilha de assaltantes
no Planalto, está a incapacidade da esquerda em superar os limites impostos
pelo regime, cujo plano programático não ultrapassa a ideia de “eleições
gerais” ou das “diretas já”, ou estapafurdicamente uma a-histórica “nova
constituinte” (inacreditável!!!!). Até mesmo o projeto de greve geral para o
dia 30 de junho está sendo descartado pelas direções sindicais, pois deixar o
vampiro-mordomo sangrar favorece as pretensões eleitorais do PT em 2018.



