terça-feira, 16 de janeiro de 2018

LAWFARE PARA A AMÉRICA LATINA: Doutrina de guerra criada pelo império da lei para condenar “inimigos” populares. Todos a Porto Alegre para o “julgamento” de Lula!


C
om o provir da história inovam-se doutrinas intervencionistas neocoloniais, a que mais vem se difundindo pelo mundo há pelo menos dez anos se apodera de inúmeros países semicoloniais: a denominada lawfare, ou a manifesta ingerência do Departamento de Estado norte-americano para solidificar a plena ditadura do capital financeiro em nível mundial, cujas implicações políticas e militares estratégicas são notórias e suas melhores expressões. Não por coincidência, teve seu debut a partir da criação da Office of Global Democracy Strategy (Gabinete Estratégico para a Democracia Global) durante o governo Clinton e retomado por Obama, culminando naquilo que foi cunhado pela ex-secretária de estado Hillary Clinton, a “primavera árabe” apontada para o Magreb e Oriente Médio. Na América Latina, essa determinação repercutiu olhares estratégicos sob outra forma de intervenção, embora com mesmo conteúdo sistêmico, a jurídico-econômica-política. Dessas duas perspectivas torna-se impossível dissociar as estruturas jurídicas das econômicas, tal como abordaremos nesse artigo. Novas práticas jurisprudenciais determinam que juízes sejam ao mesmo tempo promotores e carrascos, sem qualquer isenção especificamente se os réus-alvos forem líderes de massas com algum grau de progressividade ou popularidade.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

MARX PERTURBA STABLISHMENT BURGUÊS: filme “O jovem Marx” e o boicote das grandes redes de entretenimento descartável em tempos de moralismos fascistizantes



O
filme do já experiente cineasta haitiano Raoul Peck1 faz um corte histórico e retrata a vida d’O jovem Marx a partir dos 25 anos (1843), pouco tempo antes de Marx ser expulso da Alemanha junto com a sua companheira e esposa Jenny, dando início à sua longa jornada militante até os últimos dias de sua vida, muito embora a biografia política tenha um curto alcance, até a elaboração do Manifesto Comunista em 1848. Peck sempre fora um ativista político que tem como visão de mundo utilizar o cinema não apenas como entretenimento, mas uma ferramenta configurada para transmitir conteúdo, ou seja, empenha-se numa arte engajada, militante2. Sua formação intelectual e política desenvolveram-se durante a criminosa ditadura de Jean-Claude Duvalier, o “baby doc” e a Era neoliberal de Reagan/Thatcher.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

182 ANOS DA REVOLUÇÃO FARROUPILHA: o passado nada heroico da oligarquia rio-grandense na construção mitológica do “gaúcho guerreiro”


E
m meio à profunda crise por que passa o estado do Rio Grande do Sul, consequência do modelo implantado à fórceps em nível federal pelos elementos mais reacionários e retrógrados na política nacional, os condutores do golpe constitucional que depôs o governo do PT, comemora-se a “Semana Farroupilha”. Odes são cantadas à “epopeia heroica” do povo gaúcho, sua tenacidade guerreira e seu brio nacionalista. Determinação acentuada e cultivada que coloca o ultraneoliberal Sartori para governar o estado! Veremos que a mitologia positivista criou falsos “deuses” e idealizou anseios e devaneios de classe (oligarca), de libertarismo, difundiu a ideia da “superioridade gaúcha”. Mas põe um antipovo entreguista para conduzir o estado! Além dos aspectos superestruturais (campo das ideias), a “Revolução Farroupilha” encerra inúmeros cursos ignominiosos e de derrotas tático-programáticas em razão a infantis erros estratégicos dos farroupilhas e seu imaginário no campo de batalha. A atual crise econômica faz com que o “patriotismo gaúcho” seja utilizado como medida diversionista pela mídia corporativa. Senão vejamos em uma análise bem sintética.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

7 DE SETEMBRO DE 1822: o “Grito” do absolutismo monárquico na “Independência” do Brasil



N
estes dias recentes comemora-se a “Independência do Brasil” como se fosse algo faustoso, heroico e repentino. Bem diferente do que se ensina no formalismo escolar, o processo de independência foi tortuoso e cheio de traços emblemáticos-políticos deflagrados por gestos e faniquitos da família imperial, muito além do que a literatura positivista quis demonstrar ou imaginar em seu deletério antimonarquista. No polo oposto do que apregoavam os positivistas-republicanos, a monarquia brasileira desempenhou um papel importante no desenrolar do processo de ruptura com Portugal, muito mais como atuação reacionária à nova ordem mundial, o esfacelamento do antigo sistema colonial e a ascensão do capitalismo europeu.

sábado, 19 de agosto de 2017

VENEZUELA CONTRA O IMPÉRIO: Conspirações e sabotagens contra Chávez/Maduro a serviço da Casa Branca e da indústria petrolífera


O
s recentes acontecimentos na Venezuela são decorrentes de uma conjuntura política complexa desde que o chavismo teve sua assunção no Estado, a partir de 1999 e, desde então vem sendo alvo de ataques frequentes do Departamento de Estado americano que acionou o botão vermelho de alerta para a região: rica em petróleo e praticamente no quintal dos Estados Unidos. E por esta última modalidade, a Venezuela tem se convertido em um país estratégico para os interesses do imperialismo e a sua indústria petrolífera. Ao mesmo tempo, em suas fronteiras está a Colômbia, igualmente estratégica, não por suas riquezas minerais, mas por seu papel de submissão aos interesses acima citados, em especial sob o antigo governo entreguista do narcotraficante Álvaro Uribe1. Bogotá tem sido o portal de entrada política intervencionista dos EUA, valendo-se da justificativa do “combate ao tráfico de drogas” (quando Uribe fora durante anos advogado do Cartel de Medelin e amigo íntimo de Pablo Escobar!) e perseguição fascista à guerrilha da FARC. Nestas condições, o fascismo e a direita venezuelana vão ganhando terreno sob os auspícios da CIA e os aportes da Casa Branca.