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a etapa
obscurantista que está aberta no Brasil, o que mais se têm ouvido (ninguém
escreve ou teoriza) na grande mídia patronal é o verso acerca da “doutrinação
marxista” nas escolas públicas, do ensino fundamental (!?!) à Universidade. Fábula
sem quaisquer fundamentos, pois seus “articuladores”, Bolsonaro e seus filhos
nunca leram uma linha sequer do que elaborara o grande mestre da educação,
Paulo Freire. Trata-se precisamente de uma ideologia anticomunista, antissocial,
antieducação para o povo que tem como método de difusão, os fakenews. Destilam todo seu ódio
descabelado contra algo que não tem capacidade cognitiva de apreender e ter
ciência, o método de alfabetização do renomado pedagogo. Ficam no senso comum da
“convicção” (sem provas) ideológica. De uma primeira abordagem, veremos que o
conjunto programático freireano apresenta encontros dialógicos e desencontros
com o marxismo, sutilmente tangenciais por sinal. Na relação simbiótica (não-comensalista)
entre Freire e Marx destaca-se o profundo desconforto que ambas as práxis
causam nas classes dominantes, a unidade dialógica existente entre os
“esfarrapados”, seus educadores e a realidade social.




