“Se eu tivesse/se eu tivesse/muitos vícios/o meu nome/o
meu nome/era Vinicius/se esses vícios/fossem muito imorais/eu seria o Vinicius
de Moraes!”
N
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o dia 9
de julho de 1980 falecia Marcus Vinicius da Cruz de Melo Moraes. Nascido no
seio de uma família de músicos do bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, Vinicius
de Moraes, o “Poetinha”, assim carinhosamente chamado por seus amigos.
Inveterado boêmio, foi na noite que conheceu seus principais parceiros de
música, de copo, teatro, paixões, amores e onde aperfeiçoou seus dotes poéticos
mais líricos. Desde criança demonstrou grande habilidade para as letras e a
música, tanto que aos dez anos já participava do coral da escola e começa a montar
pequenos escretes teatrais. Sempre presentes, amor e a saudade são ingredientes dialeticamente
inseparáveis em boa parte das criações de Vinicius de Moraes, que deixou a vida
e fincou bandeira na eternidade no dia 9 de julho de 1980, com uma obra
riquíssima, cativante e transformadora. Uma vida imersa na boemia, das profundezas da sua alma trouxe-nos a sua poesia na mais ampla magnitude, em sonetos de perfeita métrica! Soube como ninguém transformar a sua poesia em música




