sábado, 8 de outubro de 2022

PRIMEIRO TURNO ELEIÇÕES/2022: “vitória de pirro” de Lula perante rede de desinformação articulada pelo bolsonarismo

 O ex-presidente Lula obteve a vitória neste pleito diante do atual mandatário da cadeira presidencial. No entanto, trata-se de uma vitória de pirro, pois como contraponto houve uma impregnação no Congresso Nacional com o que há de mais abjeto e asqueroso na política do país. Escroques de todo matiz foram eleitos de forma avassaladora para o Senado e Câmara dos Deputados. Enquanto que a esquerda avançou em números, porém continua minoritária. A perspectiva para o segundo turno é uma possível vitória do candidato petista, mas agora totalmente refém de um Senado e Câmara reacionárias, o que já vinha sendo apontado desde as eleições de 2014, ou seja, um amplo giro à direita do eleitorado, situação que permitiu abrir a caixa de pandora do fascismo e da extrema-direita, cujo desfecho fora o golpe institucional (com STF e tudo) de 2016, na usurpação do poder pelo vampiro Temer, o porta-estandarte do bolsonarismo. Mas, quais as causas do avanço da direita, quando todos imaginavam vitória dos progressistas em primeiro turno?

domingo, 13 de março de 2022

GUERRA NA UCRÂNIA: a lógica da economia política imperialista e a nova guerra fria, mais quente que nunca

Neonazistas ucranianos com a bandeira da Otan combatendo a Rússia

Após analisar vários artigos científicos e textos jornalísticos acerca da guerra na Ucrânia provocada pelo expansionismo militar da Otan rumo ao leste europeu, podemos arrebatar algumas lições, embora ainda lacunares, mas que podem lançar novos olhares mais críticos sobre o que acontece no mundo real da guerra, dos desígnios da geopolítica e da luta pela hegemonia militar sobre todos os povos do planeta por parte do imperialismo estadunidense. Trata-se de algo que vai além das escaramuças de guerra, da luta de poder entre Estados: a economia política vigente no século XXI, a qual para atingir seus objetivos ressuscita o supremacismo branco da elite econômica capitaneada pela plutocracia americana eugenista, a fim de combater o “meliante” russo. Aqui, economia política na acepção que Marx lhe confere: a ciência do enriquecimento, as necessidades do Homem como algo essencialmente rentável*. O que está em jogo ao longo de várias décadas de contendas quentes e frias, são as guerras comerciais insufladas pelo departamento de Estado americano respondendo a demandas de suas oligarquias financistas.

domingo, 26 de dezembro de 2021

RESENHA: Olhe para cima, não tem onde se esconder, negacionistas vocês são o fim da Humanidade!

“Não olhe para cima”, pois algo muito, muito severo pode acontecer! É o que anuncia o diretor Adam McKay. A Humanidade pode ser extinta em seis meses. E você pergunta: que Humanidade é essa em que vivemos? Para quê serve o conhecimento científico até hoje alcançado? As nossas estruturas políticas, em particular a classe dominante e o poder dela imanente, estão preparadas para encarar o inesperado? O tão propalado mercado e seus embusteiros higth tech que tudo vê e determina nas consciências dos indivíduos, formando um “ideal” coletivo, estaria interessado em salvar o mundo de uma hecatombe? Generais corruptos e medíocres preocupados em vender bagatelas. O papel da indústria tecnológica, a inteligência artificial e seus algoritmos têm destaque na essência nesta intrigante trama.

sábado, 21 de agosto de 2021

ESTADOS UNIDOS FOGEM DO AFEGANISTÃO: Uma virada estratégica do império americano em torno da Ásia para enfrentar Rússia e China

É possível comparar fuga americana do Vietnã com a atual escapada do Afeganistão?

Muitos analistas internacionais, dentro os quais vários da esquerda, avaliaram que a saída das tropas americanas do Afeganistão teria sido um “momento Saigon” (ESCOBAR, 13/8) no dia 12 de agosto, quando as milícias talibãs tomaram o país. Seria correta tal caracterização? Em apenas quatro dias tudo fora resolvido sem que quase não houvesse tiros ou canhonaços, com um número ínfimo de vítimas. Logo os “estudantes da religião” estavam proclamando oficialmente as bases do novo governo, o “emirado islâmico do Afeganistão” já dentro do palácio presidencial. A pergunta que deve ser feita, teria sido uma evacuação negociada entre o talibã os EUA e a Otan? Por que esta guerra, para muitos incautos, é considerada “no fim do mundo”? Qual a importância de um pequeno país agropastoril para as grandes potências econômicas mundiais?

sábado, 31 de julho de 2021

ASTROLOGIA E ASTRONOMIA: O amor primordial que estava escrito nas estrelas!

O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)
[Carl Sagan]

Havia pelo menos 45 séculos um interessante e profícuo caso de amor entre dois amantes! Refiro-me às relações positivas entre a astrologia e a astronomia, cujos fins se confundiam, mas aceitavam-se e completavam-se em vitalidade. À época, solertes sacerdotes da Mesopotâmia antiga atuavam como renomados e reconhecidos astrônomos, suas observações acerca do movimento das estrelas, do Sol, da Lua e dos planetas, proporcionaram descobrir suas relações com o clima, o ano e as estações. Acreditavam, concomitante, que tais fenomenologias poderiam incontinenti influenciar atos e decisões no mundo dos humanos. A convergência biunívoca astrologia/astronomia congregava-se a cortes de reis e imperadores que exigiam “previsões” para os tempos de guerra, plantações e colheita, sendo necessário muitos cálculos matemáticos para seus governos. As constelações, planetas, a lua e o sol sempre estiveram no centro de interesse dos mais diversos povos na história antiga: sumérios, babilônios, caldeus, egípcios, assírios, gregos, romanos, incas, maias, chineses etc. Elas praticamente modularam suas sociedades em conformidade à ordem cósmica concernente aos ciclos lunares e solares, dando os primeiros passos para o seu desenvolvimento material e, consequentemente, aos processos civilizatórios da Humanidade.