sábado, 19 de setembro de 2026

A REVOLUÇÃO FARROUPILHA: entre a epopeia mistificadora, o folclorismo e a crueza da luta de classes no Rio Grande do Sul do Brasil imperial

Comemora-se no Rio Grande do Sul a institucionalizada, folclorizada e sem a devida criticidade histórica e social “Semana Farroupilha”. No entanto, a chamada Revolução Farroupilha (1835-1845) precisa ser retirada, antes de tudo, do campo da epopeia regional e recolocada no terreno da história social. A denominação “revolução” não é inteiramente neutra, uma vez que o conflito pode ser compreendido, com maior precisão descritiva, como uma guerra civil provincial, articulada a disputas políticas do período regencial, à economia pecuária e charqueadora e às relações de poder na fronteira platina. A direção do movimento esteve fortemente concentrada entre grandes proprietários rurais, chefes militares e homens ligados às elites da Campanha, cuja reivindicação de maior autonomia provincial não significava uma ruptura com a estrutura social existente.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

A DIALÉTICA DO 11 DE SETEMBRO NOS EUA: o papel estrutural e reacionário da CIA e do Pentágono nos ataques às Torres Gêmeas

Os atentados de 11 de setembro de 2001 não podem ser compreendidos como uma mera externalidade que atingiu passivamente o aparato de segurança norte-americano. Pelo contrário, constituem, sim, um ponto nevrálgico de condensação dialética no qual as próprias estruturas do Estado profundo, notadamente a CIA e o Pentágono, desempenharam papel constitutivo, seja por omissão calculada, cumplicidade tácita ou incapacidade induzida pela arquitetura burocrática do segredo. A tese central que emerge das mais recentes e rigorosas investigações sociológicas e historiográficas é a de que o 11 de Setembro funcionou como um “evento catalisador” para destravar uma agenda de militarização e expansão imperial que já estava delineada nos documentos estratégicos do complexo industrial-militar desde o fim da Guerra Fria.

sábado, 15 de agosto de 2026

SERTANEJO UNIVERSITÁRIO, FUNK, FORRÓ ELETRÔNICO: a crise da canção na festa do capital em que o Brasil dança à beira do abismo

 

Dou prosseguimento a uma produção de textos culturais acerca do pensamento comum, da alienação no Brasil, agora em relação ao universo musical dos dias atuais. Muitos podem não gostar, mas a música popular brasileira vive, hoje, uma crise que não é apenas estética, representa simbolicamente um apagão civilizatório. O que se ouve nas rádios, nos palcos improvisados das prefeituras do interior e nos celulares de milhões não é um “gosto do povo” espontâneo, mas o resultado de décadas de desmonte educacional, concentração midiática e captura da cultura pela lógica do lucro imediato, o substrato de um projeto político.

sábado, 25 de julho de 2026

IGREJAS EVANGÉLICAS: o Céu na Terra, o Capital no altar neoliberal ou a Teologia do Domínio

O fenômeno chamado “Teoria do Domínio” (dominionismo) nas igrejas neopentecostais brasileiras reúne ideias políticas e religiosas com influência internacional. Surge nos anos 1970 a partir de doutrinas estadunidenses (Reconstrucionismo Cristão, Teologia da Prosperidade, “7 montes”), projetos defendem que cristãos devem assumir o controle das principais esferas sociais (família, educação, mídia, negócios, esportes, governo e até mesmo o crime organizado etc.) para “tomar o poder”. No Brasil, donos de grandes igrejas neopentecostais abraçaram ou expressaram essa visão, criando redes políticas e midiáticas poderosas. Esta estratégia adquire tons claramente político e simbólico, visando consolidar valores evangélicos no Estado, estimular mobilização de massas fiéis, garantir benefícios econômicos às instituições religiosas.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

COPA DO MUNDO 2026: fé, placar e capital, epígrafes da derrota do Brasil e síntese de um projeto neoliberal de exportação em decadência


A imagem que ficou da eliminação brasileira na Copa de 2026 não veio do lance fatal, mas do instante seguinte, quando vários jogadores ajoelhados, em círculo, olhos fechados, entregando o silêncio da derrota a Deus. A cena, repetida à exaustão nas transmissões, sintetiza um esgotamento que vai muito além da tática que revela o retrato de uma seleção que substituiu a leitura crítica do jogo pela entrega mística e, ao fazê-lo, naturalizou sua condição de alienação de seu meio e mercadoria no balcão global do futebol.

sábado, 4 de julho de 2026

O 4 DE JULHO DOS ESTADOS UNIDOS – ENTRE FOGOS DE ARTIFÍCIOS E SILÊNCIOS: a revolução como negócio de classe e supremacismo racial

O 4 de julho, 250 anos da independência dos EUA, costuma ser narrado como um levante espontâneo de um povo sedento por liberdade. Uma análise materialista, contudo, revela uma disputa entre elites coloniais que viam seus interesses econômicos estrangulados pela metrópole. Não se tratou de um movimento unificado das massas, mas de uma ruptura conduzida por comerciantes, traficantes de escravos, latifundiários e especuladores de terra que se sentiam sufocados pelo mercantilismo britânico.
Como argumenta Zinn (1980), “em 1776, certas pessoas importantes das colônias inglesas tomaram uma decisão que se revelaria historicamente significativa [...], mas elas não representavam os interesses de toda a população… a retórica da igualdade coexistia com profundas desigualdades sociais”. A taxação sem representação era, acima de tudo, um entrave à plena acumulação de capital dessas frações de classe, que usaram o discurso iluminista da liberdade para legitimar um projeto de poder doméstico.

O Grito de Liberdade e os Grilhões Reais onde POUCOS são livres...

O parágrafo mais celebrado da Declaração de Independência proclama que “todos os homens são criados iguais” e dotados de direitos inalienáveis à “vida, liberdade e busca da felicidade”. A contradição histórica é atroz e hipócrita, pois o autor do texto, Thomas Jefferson, possuía mais de uma centena de pessoas escravizadas, mais da metade dos signatários eram escravocratas empederrnidos. A cláusula original que condenava o tráfico negreiro foi suprimida do documento final sob pressão da Geórgia e da Carolina do Sul. A “liberdade” proclamada era a liberdade da burguesia nascente de dispor de propriedade, inclusive de corpos e força humana sem interferência externa da “metrópole”. A revolução estadunidense, portanto, nasceu marcada por uma “emancipação” que alarga os grilhões dos trabalhadores e racializa a opressão para garantir a extração de mais-valia nos algodoais, nas docas e nas plantations.

sábado, 20 de junho de 2026

FUTEBOL GLOBALIZADO, PRIVATISMO EM LUGAR DA PAIXÃO: fetiche da redonda ou trabalho alienado, especulação financeira e crime no futebol-mercadoria

O futebol contemporâneo metamorfoseou-se de uma prática cultural popular em uma mercadoria altamente rentável, na qual o jogador — por mais estelar que seja — encarna a força de trabalho alienada. Como Marx descreveu em O Capital (1867), o trabalhador vende sua capacidade de produzir valor, mas não controla o produto nem as condições de produção. O craque negocia seu passe por cifras astronômicas, mas permanece subordinado a empresários, fundos de investimento e contratos de imagem que extraem mais-valia de seu corpo e de sua imagem. Brohm (2008), radicaliza essa leitura ao mostrar que o atleta de alto rendimento é um “proletário” do espetáculo, alienado de suas origens populares, cuja subjetividade é moldada para maximizar lucros, enquanto a maioria dos profissionais sobrevive em condições precárias, sem estabilidade ou direitos trabalhistas robustos.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

COPA DO MUNDO 2026 - Neoliberalismo e futebol: quando a mercadoria engole o jogo e a cultura como elemento de mais-valia


Compreender o futebol contemporâneo exige, antes de tudo, reconhecer que ele não escapou às transformações estruturais do capitalismo em sua fase neoliberal mais aguda, marcada por intensas disputas comerciais e sangrentas guerras. Desde os anos de 1980, com a ofensiva conservadora Thatcher/Reagan, o esporte mais popular do planeta foi progressivamente submetido à lógica da valorização do capital, suplantando a expressão cultural e lazer das classes trabalhadoras para converter-se em ramo lucrativo da indústria do entretenimento (Verdum, 2023). O neoliberalismo no futebol não se resume a uma mera “modernização administrativa” do pós “fifagate”, mas corresponde à captura integral da modalidade pelo chamado “mercado”, na qual o jogador vira ativo, o torcedor vira consumidor e o jogo, um derivativo financeiro (Sader, 2006).

sexta-feira, 15 de maio de 2026

78 ANOS DO ESTADO COLONIALISTA DE ISRAEL: da Nakba de 1948 à estrutura de Apartheid Sionista ou persistência da limpeza étnica e a resistência palestina

Nos dias atuais, os 78 anos da criação do Estado de Israel não representam uma narrativa de redenção nacional, mas a consolidação violenta de um projeto colonial de povoamento, gestado na matriz do imperialismo britânico e na crise do capitalismo europeu do século XIX. Nisso, a Resolução 181 da ONU, longe de um ato de justiça, operou como uma manobra jurídico-política das potências vencedoras da Segunda Guerra Mundial para redesenhar o Oriente Médio segundo seus interesses geoestratégicos e petrolíferos, transferindo o fardo da culpa europeia pelo genocídio nazista para os ombros do povo árabe-palestino. Em destaque o sionismo, a ideologia da burguesia judaica europeia, que instrumentalizou uma dor histórica real para legitimar a despossessão material de uma população majoritariamente camponesa.

sábado, 9 de maio de 2026

VITÓRIA SOVIÉTICA SOBRE NAZISMO: nada de “aliados”, nem “general inverno”, tampouco “imensidão territorial”. E sim triunfo de um novo modo de produção e seu povo!!


Antes de mais nada, a vitória soviética sobre o nazismo não foi meramente um triunfo militar ou uma casualidade geográfica, mas a demonstração concreta das potencialidades superiores de um modo de produção pós-capitalista em seu enfrentamento com a forma mais bárbara do poder burguês sob a forma do imperialismo.

sábado, 2 de maio de 2026

400 ANOS DOS 7 POVOS DAS MISSÕES: superar o lamento culturalista e folclorista numa perspectiva anticolonial


A ideia de colonização levada a cabo pelos europeus no século XVI, principalmente pelos espanhóis, rezava que os “indígenas” eram como se fossem animais que poderiam ser usados para trabalho escravo (Lugon, 1976, págs. 32-33). Escravização e selvageria espanhola levaram a que os padres jesuítas começassem seu “trabalho” de evangelização mais para o interior de um país que ainda não estava definido, nem como pátria, nem como território. Para escapar da Coroa espanhola destinaram-se para o (hoje) Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná, norte, oeste e centro do Rio Grande do Sul, por volta de 1638. Era uma forma de refúgio perante os sanguinários ataques e massacres dos bandeirantes paulistas contra os povos indígenas.

terça-feira, 7 de maio de 2024

HECATOMBE CLIMÁTICA NO RS – PORTO ALEGRE DISTÓPICA: Governos neoliberais privatistas destruíram infraestrutura do Estado. Eduardo Leite e Sebastião Melo são responsáveis sim!!!

 

Os eventos climáticos extremos que o povo gaúcho vivencia não foi algo imprevisto, nem de incidências meramente naturais: a mão do homem neoliberal está presente. Há anos vinha sendo alertado, mas nada de concreto fora feito; ao contrário, governos municipais e estaduais levaram a cabo profunda destruição das infraestruturas do Estado enquanto ente público. O estado do Rio Grande do Sul e a capital Porto Alegre são os exemplos aprimorados do efeito deletério do ultraneoliberalismo na vida dos trabalhadores e na população em geral. Acumulam-se descasos e tragédias há pelo menos dois meses: na região metropolitana e na capital vem de anos a crise no sistema de saúde, colapsada via sucateamento. Governo federal cortou bilhões em verbas para saúde em nome do “ajuste fiscal” imposto pela extrema-direita bolsonarista; o governo do estado, Eduardo Leite, destruiu o IPE, de assistência ao funcionário público e a rede hospitalar; em nível municipal, o prefeito bolsonarista Sebastião Melo demitiu dois mil agentes da saúde, precarizando ainda mais a rede de atendimento hospitalar. Em Canoas, a terceira maior cidade do estado, a crise na saúde é ainda mais drástica em meio a denúncias de corrupção por parte do prefeito Jairo Jorge.

sábado, 16 de março de 2024

OPPENHEIMER, O FILME. Sob o clarão bomba atômica, Ciência, poder e o horror das guerras atuais

B

aseado na biografia American Prometheus: the Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer1, o filme de Nolan pretende cobrir a complexa vida do físico em um ritmo alucinante, em tensão dramática dilacerante por todo o filme, quase um videoclipe (de três horas de duração) que mergulha na mente do protagonista. Um sucesso de bilheteria. O porquê do sucesso do filme Oppenheimer, grande vencedor do Oscar 2024? Situa-se no contexto belicoso dos últimos três ou quatro anos: guerras na Ucrânia, massacre na Palestina (que no caso não se trata de guerra, mas de genocídio da população onde apenas um lado morre, a dos palestinos), conflito no Iêmen (mais de 200 mil mortos), guerra na Etiópia, conflitos em Bukina Faso, Somália, Sudão, Mianmar, Nigéria, Síria, Haiti.

terça-feira, 2 de janeiro de 2024

FILME O MUNDO DEPOIS DE NÓS: preocupação com o fim do “american way life” no contexto distópico da sociedade

SEM SPOILER — Um filme repleto de suspense, quase tirando o fôlego do expectador, com uma trilha sonora impactante — ainda mais se assistido em um system sound 5.1, no qual os sons giram nas seis caixas de som e nos proporciona uma imersão virtual no mundo relatado no filme de sustos e incertezas — assim é “O mundo depois de nós”. Apesar do título em português estar fora de contexto, por não expressar o real conteúdo da película, há muitos elementos a serem observados. Em primeiro lugar, claro, o título em inglês “Leave the World Behind” – deixar o mundo para trás – tem muito mais a ver com a trama e sua profundidade dialógica e estética, que podem passar despercebidas a olhares e ouvidos menos atentos.

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

PALESTINA versus ISRAEL: Não é guerra civil, mas um povo em defesa de sua libertação, da vida, após quase cem anos de colonialismo e extermínio étnico

É completamente falsa a cobertura que a mídia corporativa pró-Estados Unidos vem fazendo acerca da chamada “guerra” entre o estado nazi-sionista1 de Israel e o Hamasi. Antes de tudo, é preciso afirmar com contundência que Israel surgiu com a condescendência política das maiores potências econômicas em 1947-1948, criando facilidades para que o movimento sionista ocupasse o território palestino (divisão arbitrária do Oriente Médio). A resistência árabe foi ferrenha, o que provocou a ira nos futuros enclavistas sob a proteção da ONU: colocaram em prática uma verdadeira carnificina, a tragédia conhecida como Nakba (projeto colonialista elaborado pelos sionistas desde finais do século XIX), quando mais de 500 aldeias palestinas foram varridas do mapa, provocando a fuga em massa da população civil para a Cisjordânia, Gaza e países limítrofes, criando campos de refugiados (algo muito similar aos campos de concentração nazistas). À época árabes palestinos somavam 1,3 milhões, enquanto os judeus não passavam de 600 milii, ambos conviviam sem maiores problemas até meados do século XIX, dentro da Palestina.

sábado, 8 de outubro de 2022

PRIMEIRO TURNO ELEIÇÕES/2022: “vitória de pirro” de Lula perante rede de desinformação articulada pelo bolsonarismo

 O ex-presidente Lula obteve a vitória neste pleito diante do atual mandatário da cadeira presidencial. No entanto, trata-se de uma vitória de pirro, pois como contraponto houve uma impregnação no Congresso Nacional com o que há de mais abjeto e asqueroso na política do país. Escroques de todo matiz foram eleitos de forma avassaladora para o Senado e Câmara dos Deputados. Enquanto que a esquerda avançou em números, porém continua minoritária. A perspectiva para o segundo turno é uma possível vitória do candidato petista, mas agora totalmente refém de um Senado e Câmara reacionárias, o que já vinha sendo apontado desde as eleições de 2014, ou seja, um amplo giro à direita do eleitorado, situação que permitiu abrir a caixa de pandora do fascismo e da extrema-direita, cujo desfecho fora o golpe institucional (com STF e tudo) de 2016, na usurpação do poder pelo vampiro Temer, o porta-estandarte do bolsonarismo. Mas, quais as causas do avanço da direita, quando todos imaginavam vitória dos progressistas em primeiro turno?

domingo, 13 de março de 2022

GUERRA NA UCRÂNIA: a lógica da economia política imperialista e a nova guerra fria, mais quente que nunca

Neonazistas ucranianos com a bandeira da Otan combatendo a Rússia

Após analisar vários artigos científicos e textos jornalísticos acerca da guerra na Ucrânia provocada pelo expansionismo militar da Otan rumo ao leste europeu, podemos arrebatar algumas lições, embora ainda lacunares, mas que podem lançar novos olhares mais críticos sobre o que acontece no mundo real da guerra, dos desígnios da geopolítica e da luta pela hegemonia militar sobre todos os povos do planeta por parte do imperialismo estadunidense. Trata-se de algo que vai além das escaramuças de guerra, da luta de poder entre Estados: a economia política vigente no século XXI, a qual para atingir seus objetivos ressuscita o supremacismo branco da elite econômica capitaneada pela plutocracia americana eugenista, a fim de combater o “meliante” russo. Aqui, economia política na acepção que Marx lhe confere: a ciência do enriquecimento, as necessidades do Homem como algo essencialmente rentável*. O que está em jogo ao longo de várias décadas de contendas quentes e frias, são as guerras comerciais insufladas pelo departamento de Estado americano respondendo a demandas de suas oligarquias financistas.

domingo, 26 de dezembro de 2021

RESENHA: Olhe para cima, não tem onde se esconder, negacionistas vocês são o fim da Humanidade!

“Não olhe para cima”, pois algo muito, muito severo pode acontecer! É o que anuncia o diretor Adam McKay. A Humanidade pode ser extinta em seis meses. E você pergunta: que Humanidade é essa em que vivemos? Para quê serve o conhecimento científico até hoje alcançado? As nossas estruturas políticas, em particular a classe dominante e o poder dela imanente, estão preparadas para encarar o inesperado? O tão propalado mercado e seus embusteiros higth tech que tudo vê e determina nas consciências dos indivíduos, formando um “ideal” coletivo, estaria interessado em salvar o mundo de uma hecatombe? Generais corruptos e medíocres preocupados em vender bagatelas. O papel da indústria tecnológica, a inteligência artificial e seus algoritmos têm destaque na essência nesta intrigante trama.

sábado, 21 de agosto de 2021

ESTADOS UNIDOS FOGEM DO AFEGANISTÃO: Uma virada estratégica do império americano em torno da Ásia para enfrentar Rússia e China

É possível comparar fuga americana do Vietnã com a atual escapada do Afeganistão?

Muitos analistas internacionais, dentro os quais vários da esquerda, avaliaram que a saída das tropas americanas do Afeganistão teria sido um “momento Saigon” (ESCOBAR, 13/8) no dia 12 de agosto, quando as milícias talibãs tomaram o país. Seria correta tal caracterização? Em apenas quatro dias tudo fora resolvido sem que quase não houvesse tiros ou canhonaços, com um número ínfimo de vítimas. Logo os “estudantes da religião” estavam proclamando oficialmente as bases do novo governo, o “emirado islâmico do Afeganistão” já dentro do palácio presidencial. A pergunta que deve ser feita, teria sido uma evacuação negociada entre o talibã os EUA e a Otan? Por que esta guerra, para muitos incautos, é considerada “no fim do mundo”? Qual a importância de um pequeno país agropastoril para as grandes potências econômicas mundiais?

sábado, 31 de julho de 2021

ASTROLOGIA E ASTRONOMIA: O amor primordial que estava escrito nas estrelas!

O nosso planeta é um pontinho solitário na grande escuridão cósmica circundante. Em nossa obscuridade, no meio de toda essa imensidão, não há nenhum indício de que, de algum outro mundo, virá socorro que nos salve de nós mesmos. (...)
[Carl Sagan]

Havia pelo menos 45 séculos um interessante e profícuo caso de amor entre dois amantes! Refiro-me às relações positivas entre a astrologia e a astronomia, cujos fins se confundiam, mas aceitavam-se e completavam-se em vitalidade. À época, solertes sacerdotes da Mesopotâmia antiga atuavam como renomados e reconhecidos astrônomos, suas observações acerca do movimento das estrelas, do Sol, da Lua e dos planetas, proporcionaram descobrir suas relações com o clima, o ano e as estações. Acreditavam, concomitante, que tais fenomenologias poderiam incontinenti influenciar atos e decisões no mundo dos humanos. A convergência biunívoca astrologia/astronomia congregava-se a cortes de reis e imperadores que exigiam “previsões” para os tempos de guerra, plantações e colheita, sendo necessário muitos cálculos matemáticos para seus governos. As constelações, planetas, a lua e o sol sempre estiveram no centro de interesse dos mais diversos povos na história antiga: sumérios, babilônios, caldeus, egípcios, assírios, gregos, romanos, incas, maias, chineses etc. Elas praticamente modularam suas sociedades em conformidade à ordem cósmica concernente aos ciclos lunares e solares, dando os primeiros passos para o seu desenvolvimento material e, consequentemente, aos processos civilizatórios da Humanidade.